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Cartaz Cultural



Na edição de hoje o Destak vai para o Manel que passou pelo cais do Sodré e levou um exemplar consigo e para a produção cinematográfica Mirandesa. Deste modo, encontra-se em exibição o novo filme de Eumorfino Castanheta, Há focas no Norte, que retrata a história de um corrector da bolsa que descobriu o verdadeira sentido da expressão aqui há gato. Esta descoberta deveu-se ao facto de ter mandado fazer um TAC ao estogamo e tar tudo OK.

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Musica

VacaMacho

Vaca macho
Vaca macho
O que é?
O que faço?

Parece calmo
É quase elegante
Rapa o tacho
Como gente grande

Não corta a barba
Não paga a renda
Queria um Targa*
Mas tem uma agenda

Conta anedotas
Dorme no sofá
Adora fofocas
Aceita tudo o que se dá

Gosta de caril
Até faz directas
Queria ir ao Brasil
E não vai em dietas

É benfiquista
Gosta de dançar
Queria ser artista
Mas vai antes para o mar

Metade homem
Um pouco macho
Não é uma vaca
Mas sim o vacamacho

Vaca macho
Vaca macho
O que é?
O que faço?

Fim!

* Targa é uma marca de computadores que tinha um portátil à venda nos hipermercados Lidl, sendo objecto de desejo de um certo individuo em cima retratado.

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Há vida em Morte!

O que é a vida e a morte.

A diferença entre se estar vivo e estar morto reside na existência ou não de pensamento e sentimento.
No decorrer do tempo as prioridades sofrem alterações, no decorrer do tempo aquilo que se acha importante pode ser simplesmente arrumado num canto do consciente para dar lugar a algo novo, um pensamento mais ponderado e maduro. É difícil ao longo da vida fazer uma selecção lógica e racional das prioridades, já que grande parte das nossas prioridades, são emotivas quer queiramos quer não. No fundo somos os ditos animais com um instinto tão banal como um qualquer outro animal. Procuramos sempre o nosso conforto e o daqueles que nos rodeiam e são mais chegados. Certamente somos o nosso cérebro e é o nosso cérebro que simultaneamente controla a parte lógica e emotiva daquilo que somos. Todos somos diferentes, todos temos capacidades diferentes, todos temos condições diferentes e é nessas diferenças que se define a vitalidade de uma pessoa. Poderemos estar mortos estando vivos? Não conheço a definição de vida nem sei se ela existe. Será que alguém internado num hospital em que apenas o coração funciona e o seu cérebro se encontra apagado é considerado uma pessoa viva? Certamente que o seu coração bate e certamente que corre sangue nas veias, mas não somos nós somente o nosso cérebro? Ou seremos algo mais…? Será a vida definida apenas por um movimento involuntário, mecânico, de um órgão que permite a oxigenação do nosso corpo? Pessoalmente penso que não.
Na verdade, um não pode viver sem o outro. E é nesse conjunto de funções entre o cérebro e o coração que reside a vida.
Mas a questão principal encontra-se na definição absoluta da diferença entre vida e morte. O problema certamente não é definir morte, mas sim vida. O problema é saber quando alguém está vivo ou morto.
Cabe ao ser humano ser capaz, ter a coragem de tomar uma grande decisão, a decisão de dar a morte quando esta é necessária. Ou deverá o ser humano cingir-se à sua insignificância racional e deixar a emoção de parte?
Pessoalmente penso que não.
Mas na verdade quem somos nós para decidir quem vive ou quem morre?
Somos pessoas com diferentes sentimentos e movidos por diferentes paixões que “estão cá” e que devem fazer algo para fazer os outros felizes ou menos miseráveis. Acho que é um dever sermos e fazermos os outros felizes. Sem burocracias psicológicas, psiquiátricas e demasiado racionais que o impeçam. Se pensamos porque temos que pensar, porque não sentir porque temos sentimentos?
A felicidade não se mede, é apenas um estado de espírito, uma condição pontual ou não, que pode ser transmitida se quisermos ou não. Cabe ao ser humano decidir se quer transmitir essa felicidade, não só às pessoas que o rodeiam, mas ao próprio ambiente que o sustenta, aos grandes e pequenos seres vivos, que, apesar de alguns não terem cérebro, vivem.

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