Poesia


Edmundo (em Inglês Edworld) o Homem Sereia



Num passado não muito distante
Numa época desinteressante
O Cristiano Ronaldo ainda não era nascido

E o Angélico desconhecido

Tudo aconteceu numa manha fria
Mesmo ao lado da Casa Pia
Dois jovens vagueavam pela estrada
À espera de uma boleia atrasada

Quando finalmente chegou
Já estavam quase na Buraca
E foi então que o mais baixo exclamou
"Epah! Pisei caca..."

Entraram para a carroça
Que era puxada a cavalo
Iam apanhando uma coça
Porque faltava o Paulo

Fartos do trabalho que ficava perto da ria
Tocou pro intervalo e puseram-se a andar
Para seu desgosto tiveram de ir a um bar
Já que o MacDonald's ainda não existia

Foi a entrar no estabelecimento
Que o velho apareceu
Tu chamas-te Paulo Bento
E o teu amigo é o Amadeu

Surpreendidos com o novo amigo
Arriscaram perguntar
Ó meu ganda mendigo
Como foste tu acertar?

Não tem nada de especial
O meu nome é Edmundo e sou o Homem Sereia
Se por acaso cheirar mal
É porque estou de diarreia

Já mais desinibido
O velho começou a falar
O porquê do homem sereia
E que medicamentos andava a tomar

Em tempos fui marinheiro e provei o isco
Fiquei metade sardinha
E com puderes de adivinha
Já para não falar do cheiro a marisco

Os jovens puseram-se a pensar
E arranjaram logo emenda
Vamos meter o velho para cozinhar
E já ficamos com merenda

FIM...

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